Meus quatro posts anteriores tiveram foco na aplicação e na estação cliente que está executando-a. Estudamos como fazer para a sessão tratar mais rapidamente os dados recebidos do banco e o como permitir ao Progress trabalhar com mais informação ao mesmo tempo. Nessa edição o foco estará na capacidade do ambiente para trafegar as informações entre os servidores e as estações cliente.
Uma rede de 100 Mbits é mais que suficiente para um ambiente que trafega apenas o necessário para utilização dos sistemas. Porém essa não é realidade. Além dos dados, muitos ambientes também possuem muito tráfego de arquivos na casa dos Gbytes, que comprometem backbones e conseqüentemente o desempenho dos sistemas.
Uma técnica inteligente é segmentar não apenas a rede, mas também os servidores, de modo que não fique um único backbone responsável por toda carga de armazenamento da rede. O mesmo acontece com servidores de backup. O link de comunicação utilizado para replicação de dados entre um servidor de produção e um servidor de backup deverá ser diferente do link para acesso ao restante da rede. Geralmente um cabo do tipo cross-over entre os dois computadores resolve o problema.
Caso as estações clientes estejam equipadas com placas de rede, link ou centralizadores desatualizados, o conjunto de atualizações para cada estação será custoso. Nesses casos, considere a opção de utilizar servidores de terminal. Eles podem ser uma solução mais barata do que a atualização dos clients.
Se avançarmos a tecnologia, poderemos partir para uma rede inteira em velocidade gibagit. Essas redes deixam um caminho amplo para o tráfego de dados e qualquer outra informação e dificilmente gerará gargalos para a aplicação. De qualquer forma, é importante seguir algumas dicas:
-
Segmente o servidor de programas. O tráfego de programas consome recursos tanto do servidor quando da rede. Um usuário no sistema pode gerar até meio giga de tráfego de programas em uma hora de utilização. Se um ambiente tiver 100 usuários com a mesma característica, esse tráfego chega a 50 Gbytes. É muita informação para apenas um servidor de programas. Caso utilize servidores de terminal, considere manter uma cópia dos programas no próprio servidor.
-
Elimine firewalls entre estações e servidores. Essa prática, além de gerar problemas de time-out e corte de conexão, ainda faz com que cada pacote sofra uma análise adicional, a velocidades bem inferiores a de gigabit. Firewalls devem bloquear a entrada na LAN. Se o acesso ao banco de dados ocorre através de um link externo, considere a substituição dessa arquitetura por servidores de terminal.
-
Nunca utilize hubs. Os hubs que eu já monitorei adicionam um cabeçalho de broadcast nos pacotes aumentando o tráfego inútil da rede. Ou seja, após um pacote passar por um hub, switches identificarão o pacote como broadcast e replicarão a informação até a chegada a um roteador.
-
Não compartilhe a instalação do Progress. Cada estação deve ter a sua e principalmente servidores de terminal. O Progress dispõe de recursos para instalação silenciosa, que agiliza o trabalho do administrador do ambiente e pode ser colocada no script de login, por exemplo.
De qualquer forma, considere o auxílio de uma empresa especializada em infra-estrutura para certificação e análise de equipamentos e cabeamento de rede.