Monitorando um banco de dados OpenEdge 10.2A

Escrito por Adriano Corrêa em 7 de maio de 2009, 15:18h

É comum que com o crescimento dos bancos de dados venha também a preocupação com sua estabilidade. Ora, quanto mais informações e mais pessoas dependem desses dados para realizarem seus trabalhos, mais crítico torna-se a estabilidade do ambiente.

Também é comum pensarmos em ferramentas que nos ajudem (DBA's) a identificar problemas e gargalos, alertando e até mesmo tomando algumas decisões para manter a operação do banco de dados. Existem diversas ferramentas desse tipo para todos os bancos de dados disponíveis no mercado. Especificamente para o OpenEdge, a Progress comercializa o utilitário Fathom Management, que monitora o banco de dados, gera alertas, maquia a apresentação das informações, e até toma algumas decisões.

Porém o que poucos DBA's sabem é que todas as informações extraídas por ferramentas como o Fathom Management já estão disponíveis para consulta nativamente no banco de dados. O valor cobrado por essas ferramentas está na maquiagem e não nas informações.

O OpenEdge 10.2A permite visualizar essas informações da mesma forma que as versões anteriores, através do utilitário Promon (promon nome-do-banco), ou construindo consultas próprias sobre as VST's do banco. Na verdade, o que o Promon faz é consultar as VST's e apresentar de forma tabelada e documentada as suas informações.

Através do Promon é possível analisar desempenho do banco, volume de utilização e gargalos, além de fazer algumas rotinas de administração. A seguir listo um breve resumos das principais funcionalidades do Promon:

 

  • Opção 1: Nessa opção será possível consultar as conexões ao banco, tanto de usuários quanto processos em background. Também é possível identificar o código da conexão relacionado a cada usuário, e em que server de banco esta conexão está alocada.
  • Opção 2: É uma listagem de locks por usuário.
  • Opção 3: Estatística de acesso de cada usuário no banco de dados, a nível de bloco de dados. Quantidade de blocos acessados, lidos de disco ou gravados em disco.
  • Opção 4: Apresenta para os usuário atualmente conectados, a quantidade de locks e de espera por lock de cada transação.
  • Opção 5: Análise de desempenho do banco de dados, principalmente dos background writers (APW, BIW, AIW). Também apresenta a utilização do banco desde quando foi iniciado, a nível de registro.
  • Opção 6: Principalmente parametrização da shared memory utilizada pelo banco. Também apresenta outros parâmetros de carga. Um indicador importante nessa tela é o Locking table high water mark, que ajuda a determinar se a definição da quantidade de locks está suficiente para o banco.
  • Opção 7: Informações de volume do banco, principalmente de blocos. Também apresenta informações sobre backup.
  • Opção 8: Permite desconectar usuários e derrubar o banco. Equivalente ao comando proshut nome-banco.
  • Opção R&D: Traz as mesmas informações das opções anteriores, apresentadas de forma diferente e algumas vezes mais detalhadamente. Também permite ajustar alguns parâmetros de banco e do próprio Promon.
  • Opções T, L e C: Opções para Two Phase Commit.
  • Opção J: Opções para transação JTA.

A Progress disponibiliza o manual completo das funcionalidades do Promon no endereço  http://documentation.progress.com/output/OpenEdge102a/oe102ahtml/dmadm/dmadm-25-01.html

Categorias: Banco de dados | Desempenho | Progress

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