Os produtos Datasul se conectam a bancos de dados Progress. Mesmo que os dados do banco estejam em Oracle ou SQL Server, existe uma camada entre os dados e a aplicação, que permite um programa 4GL acessar outros sistemas gerenciadores de banco. É o Dataserver, representado por um banco de dados Progress, que chamamos de Schema Holder.
Durante o processo de conversão, deltas de dicionário devem ser aplicados tanto nos schemas holder quanto no banco de dados Oracle ou SQL Server. A identificação dos parâmetros de conexão aos bancos de dados Progress ou aos schemas holder, é identificado através do arquivo .pf especificado nas telas de configuração do console de conversão.
Quando o console identifica a necessidade de aplicação de delta não-Progress, uma outra tela de conexão é apresentada para especificar parâmetros de conexão ao Oracle, via OCI, ao SQL Server, via ODBC, ou a um banco de dados Progress que recebe apenas acesso JDBC, conexão existente a partir do Datasul 10.
Os parâmetros demandados por essa tela são dinâmicos. Eles são configurados no arquivo conexao.dat, dentro do sub-diretório dat, do diretório de dados do console. Esse arquivo traz pré-configurado os seguintes métodos de conexão:
- Via sqlexp: para conexão a bancos de dados Progress via JDBC;
- Via sqlplus: para conexão a bancos de dados Oracle via OCI;
- Via sqlcmd: para conexão a bancos de dados SQL Server via ODBC, através de conexão confiável ou não.
Caso deseje utilizar outra ferramenta para acesso nativo a esses bancos de dados, o arquivo conexao.dat pode ser alterado, desde que siga o padrão estabelecido no arquivo. Esse padrão obedece as regras, conforme o exemplo abaixo para banco Oracle:
"Oracle" "&1\sqlplus &2/&3@&4 @&5 '&6'" "1,2,3,4" "150,148,149,151" 5 6 "O-ORACLE"
Essa linha de parâmetros é dividida em 6 partes:
Parte 1: "Oracle"
É o identificador da conexão pelo console.
Parte 2: "&1\sqlplus &2/&3@&4 @&5 '&6'"
É a linha de comando que o console executará. Os números precedidos pelo símbolo “&” são parâmetros que o console substituirá antes de executar o comando
Parte 3: "1,2,3,4"
São os parâmetros que serão solicitados para o usuário informar no console de conversão.
Parte 4: "150,148,149,151"
Esses números representam o código das mensagens utilizadas para solicitar os parâmetros. Essas mensagens estão cadastradas nos arquivos pr-br.dat, en.dat e es.dat, dentro do sub-diretório dat do console.
Parte 5: 5 6
Esses dois números representam respectivamente, o parâmetro da linha de conexão que receberá o arquivo de definições a ser importado, e o parâmetro da linha de conexão que receberá o arquivo de log a ser gerado pela importação.
Parte 6: "O-ORACLE"
Esse parâmetro, na verdade, são dois: A primeira letra representa o sufixo do programa interpretador de parâmetros (cv0103x.r), que tentará interpretar os parâmetro do arquivo .pf informado no início da conversão, especificamente para o tipo de conexão determinado por essa linha do conexao.dat. Os parâmetros que esse programa não conseguir capturar automaticamente, deverão ser especificados manualmente na tela “Configuração de acesso nativo”.
O segundo parâmetro é o identificador do tipo do banco de dados retornado pelo Progress. Deve ser mantido conforme o sistema gerenciador de banco de dados. Se esse identificador não apresentar a realidade do banco, a conversão causará resultados inesperados.
Espero ter esclarecido mais que complicado. Apesar que provavelmente você nunca precisará editar esses arquivos.